domingo, março 19, 2006

"A Poesia como viagem" Santo Tirso 2006


A Poesia como viagem


“A poesia está na rua” o que fez durante estes tempos que passámos juntos
foi tirar a Poesia do lugar onde então morava:
os livros, as bibliotecas, as livrarias.




Soletrámos esta frase com duplo sentido, fizemos com que a Poesia circulasse pelas ruas e que despertasse as pessoas e nas pessoas e
simultaneamente fizemos com que estas acções inusitadas despertassem a
Poesia que há nas situações quotidianas das ruas de uma cidade.

Pode ser tão maravilhoso ver o António Poppe e o António Fontinha a
abraçarem contos e poesia na luz romântica de um antigo salão de baile
como maravilhoso pode ser essa cena do filme “Azul” de Kieslowski em que a
protagonista está sentada num parque com os olhos semicerrados
contemplando a lentidão deliciosa do passo da vida.

Por detrás do olhar aos livros, aos poemas, às ruas, aos lugares públicos
é necessário continuar à procura desses outros lugares onde possa crescer a Poesia.
Precisamos de um olhar atento aos lugares desconhecidos que nos passam diariamente
desapercebidos e que existem nas cidades.

(lugares onde não é habitual que se possa parar o mundo e ler um poema, lugares para os que não costumamos olhar como mais um lugar da cidade, lugares que queremos esquecer que existem).

20 livros para colocar dentro da caixa


Poemas que pudessem mudar-nos a vida.
A Poesia como um bilhete de viagem para outro lugar qualquer.
Um convite a uma participação mais alargada numa viagem maior.

pequenos recitais de poesia nos lugares onde ficariam as
caixas e que serviriam de provocadores de vontade de abrir...os livros

o caminho até ao livro

Se levarmos os livros aos lugares de contingência estamos a fazer o caminho ao contrário.
Estamos a abrir caminhos e isso é de importância fundamental quando falamos de cultura.