domingo, outubro 02, 2005

Palavras Andarilhas 2005

"Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; Mas quando não desejo contar nada, faço poesia."
Manoel de Barros


Fomos abrir o coração e ouvir muito. Viémos com uma azinheira para plantar em Aveiro, a árvore da resistência. Para que a àrvore de palavras não pare de dar frutos.
Encontrámos e fizémos amigos do peito: Pep Durán, Cristina Taquelim, Martha Escudero, Jorge Serafim, Tim Boyle, Cassilda, António Fontinha, José Craveiro, Paulo Condessa, Carles García Domingo, Matilde Rosa Araújo, António Torrado, Maria Teresa Meireles, Emília Traça, Alice Vieira, Gustavo Martin Garzo, José Luis Polanco (Peonza), José Fanha, Maurício Leite, Nuno Coelho, Luís Carmelo, José Fanha, Carlos Paulo, António Fontinha, Charo Pita, Patrícia Pereira, Tisha.

Porque:
"(...) quando as vozes do mundo passam por entre as suas folhas, a árvore sorri e escuta as histórias, contos ou lendas que ficaram presas na folhagem e que agora se agitam como asas. Só ela conhece os segredos que o vento traz e semeia pelos campos. Só ela conhece a dimensão da sua raiz. Só ela sabe como os seus frutos demoraram a crescer. Uma árvore assim feita de palavras é coisa nunca vista... e, por isso, em Setembro, são muitos os que a vêm visitar, sentar-se à sombra dela e ler, ouvir e contar."

A árvore é um simbolo, uma ilustração desta ideia. Porque a árvore de palavras já dá frutos em aveiro há pelo menos um ano. Aqui na Livraria todas as primeiras Sextas de cada mês há contos.
Este Outono a agenda arranca em força. Realizamos os Serões de Contos até ao fim deste ano em parceria com o Festival Sons em Trânsito e o Serviço Educativo do Teatro Aveirense.
Ficam aqui algumas datas:

dia 7 de Outubro 21h30 Cristina Taquelim (Beja)

dia 4 de Novembro 21:30h Contos do País Galicia, com Quico Cadaval

dia 26 de Novembro 24h Carles García Domingo(Valência/Espanha) e António Fontinha(Portugal) Serão de Contos Tradicionais


dia 3 de Dezembro 24h Noémi Caballer (com Carlos e Diego Pedragosa) (Barcelona)
Narradora urbana, e da nova geração de narradores. Delicada e sensual, mas com umas histórias contundentes.
Conta contos eróticos no seu espectáculo "Hablemos de Saxo" e cria um ambiente especial com saxofone ao vivo.