sexta-feira, março 25, 2005

O Navio de Espelhos e as 24 horas Surrealistas (um caso de amor)

Da imensa ternura

José Carlos Tinoco

António Poppe

É o segundo ano que o Alberto Serra inunda Santo Tirso de poesia.
Na Tasca, na esquadra da polícia, nas pastelarias, no mercado, na barbearia, à entrada do turno das 06h na fábrica têxtil...
Durante 24h vivemos embriagados de palavra.
A Palavra à solta nestes dias
"tapetes de musgo onde apetece rebolar até ao infinito"
Dias em que quase pode ser possível acreditar que se pode dizer ao Infinito: Entra!
Dias em que se pudéssemos enlouqueciamos.

As 24 horas surrealistas de 2005 foram:

Ana Luísa Amaral, Jorge Velhote, Francisco Guedes, Francisco Madeira Luís, João Regala e Nuno, António Fontinha, António Poppe, Glória de Sousa, José Craveiro (que não trouxe pasteis de Tentugal), Joaninha(e as palavras da tecelã Marina Colassanti) Susana Menezes, Bernardo Pinto de Almeida, Sindicato de Poesia de Braga, Musa ao Espelho, Engenheiro Castro Fernandes, Juca Rocha, Fátima, José Carlos Tinoco, Manuel António Pina, Rosa Alice Branco, Albano Martins, Germano Silva, Álvaro Magalhães, Jaime Rocha, Neusa, Rui, Dr. Guerra, Artur do Cruzeiro Seixas, Rui Mário Gonçalves

e

Alberto Serra.

Foram tudo e não foram nada. Contaminaram por dentro e descontaminaram por fora.
Foram quase uma chávena com a asa ao contrário e tudo fora da chávena.
Foram A Criação do Homem e capacidade de tecer e destecer o quotidiano.
Foram esse abraço que o António Fontinha e o António Poppe deram no degrau da lareira.
Foram um amor louco.
Foram uma espécie de doença que se nos colou à pele e nos gravou nos dentes o verbo amar.


Porque "Feliz aquele que adiministra a beleza sabiamente"