quarta-feira, agosto 11, 2004

E já que está a chover (1)


THOMAS BERNHARD
Tradução de JOSÉ A. PALMA CAETANO
ASSÍRIO & ALVIM

"O radicalismo do pensamento de Bernhard, que ele próprio reconhece, classificando-se de «artista do exagero», exprime-se aqui em toda! a originalidade da sua prosa, cuja estrutura musical se revela em «Extinção» extremamente apurada e a essa prosa transmite, mesmo no que ela às vezes parece ter de monótona, um ritmo insinuante e uma estranha fascinação. "
do Prefácio



AUGUSTO ABELAIRA
EDITORIAL PRESENÇA

"Enfim, não sou um pensador (até tenho pena) e nem sequer um pensador acerca de mim próprio. Se fosse um pensador, escrevia ensaios ou tratados, não escrevia romances. Para falar com franqueza, nem sei muito bem, quando escrevo, como gostaria que me lessem, mas talvez seja verdade que procuro alguma coisa que ignoro, que se mantém de romance para romance. Aparentemente, pelo menos, escrevo aquilo que no momento me vem à cabeça, sempre sem plano. E depois esqueço. Não admira, portanto, que os meus romances sejam de migalhas, não tenho uma visão do todo, uma visão consistente do mundo." Augusto Abelaira em entrevista ao CiberKiosk